domingo, 25 de abril de 2010

~~'Mosaico do ser



Recomponho-me depois da tempestade.
Junto todos os cacos,
Refaço calmamente, cada pedaço.
Abro os olhos e vejo
Está pronto o meu mosaico.

Esse quebra-cabeça
Que chamamos de ser,
Eu quero muito entender.
Quero ajudar
Outro alguém a se remontar.

São tantas as formas
De unir as tesselas da alma.
São tantas as formas
De se reformar.

Sobre vidro,
Eu muito sei.
Foram muitas as luas cheias
Que com ele me cortei.
Ao vidro,
Quero agradecer,
Pois muito dele precisei.
As cicatrizes que me fizeram mais forte,
Lembraram-me que era apenas um corte
Para chegar onde sempre sonhei.

Mármore e cerâmica,
Todos com a sua importância.
Preenchem todos os espaços
Das paredes de nossa ignorância.

E a concha,
Ela é canção.
Canta o som que vem do mar.
Música do coração
De quem sabe amar.

Mas a tempestade irá chegar
E esse mosaico derrubará,
Tão certo quanto respirar
Irá se quebrar.

É preciso viver,
Para pacientemente aprender
Como cada caco juntar.
Remontar-se e não mais cair com a mesma ventania.
Colorir a alma,
Com a cor não da dor, mas as cores do amor.
-Dinely Borges-

sábado, 24 de abril de 2010

~~'Passa alegria



Passou por mim como ventania,
E mais uma vez a perdi.
Incrível capacidade ou mania
De deixar passar correndo a alegria.

Dizem que com tempo se aprende
A vencer o medo,
Ser ousadia.
O que espero, em demasia.

Quando passares por mim sorria,
Triste ou contente.
Completa ou vazia.
Deixe-me saber que é você alegria.

Bondade seria fechar os olhos e esperar,
Silenciosamente, outra ventania passar.
Mas o sorriso tangencial perderia,
Não mais voltaria para encantar
A alma descomunal que vive a esperar.

Sorria alegria
Quando passar

-Dinely Borges-

sexta-feira, 23 de abril de 2010

~~'Desenhando pensamento



Desenham-me palavras,
Soltas e perdidas no pensamento.
Atingem-me como navalhas,
Buscando entendimento.

O que chamam de inspiração
Vem fácil se os meus olhos fechar
E ouvir apenas o coração.
Esse tilintar,
Melodia sem canção.

Para Noruega viajei,
Em um fiorde que encontrei
Toda a história de Pompeu
Que me fez para Roma mudar.

Com Júlio César conversei
Mas foi Cleópatra que se fez encantar.
Assim como em Romeu,
Foi Julieta que se fez amar.

Tão longe cheguei
E tantos lugares que viajei,
Deserto e mar.
Nem tudo posso escrever,
Pois conheceriam-me sem me conhecer.

Palavras desenhadas
Por esse tilintante coração,
Desenhará insistente,
Pois quer ser canção.
-Dinely Borges-

quinta-feira, 22 de abril de 2010

~~'Amor verdadeiro


Não posso deixar de te ver,
Não posso deixar de te amar,
Nos teus braços quero me perder
E é no seu coração que quero estar.
O seu sorriso é a minha calma
E os seus olhos são a saída
Perco-me neles radiantes e encontro vida,
Com a sutileza de quem ama e apenas ama.
Onde quer que eu vá o teu cheiro posso sentir
Entre tantos caminhos, posso escolher o mais distante,
Você está guardado em mim e não há como sair.
Em tudo te vejo e te vejo a todo instante.
O teu doce ar me envolve discreto
É nele que encontro a felicidade
Assim te sinto mais perto
Assim misturamos nosso amor e duplicamos nossa fidelidade.
Não suporto ver-te sofrer
E sei que sempre vou te amar
A minha maior tristeza é não te ter
E não conseguir te alcançar.
Não posso deixar de pensar
Que isso poderia ser diferente
Não posso simplesmente deixar de te amar
E esquecer enfim, o que houve de puro e bonito entre a gente.
-Dinely Borges-

terça-feira, 20 de abril de 2010

~~'O que me pedem


Pedem-me sorrisos
E os meus lábios sedem docemente,
Quase instantaneamente, sorri.

Pedem-me ajuda
E essa feição logo muda
De menina contente
Para anjo sem asas,
Mas que em sua falha humanidade
Escuta paciente.

Pedem-me saber,
Sobre a vida e como viver.
Sorrio novamente.
Se alguém bem o sabe, ensine-me,
Eu também quero aprender.

Pedem-me amor.
Mas sozinha não sei amar.
Peça-me o que for,
Caso também possa me dar.

Por fim, de tanto me pedir,
Pedem-me sossego,
Que deixe as aflições e os desejos
Para o porvir.
Mas eu escrevo, escrevo.

E se é que posso algo pedir,
Gostaria que o meu silêncio falasse
As muitas palavras que disse
Apenas para mim,
Por simples medo, de alguém ferir.

Peço que não mais me peças,
Quero ser livre para sorrir
E seguir a minha vontade,
Viver e amar, sentir de verdade.
Na escura noite, quando nada mais ouvir
Que eu tenha vivido a plena liberdade

-Dinely Borges-

sexta-feira, 16 de abril de 2010

~~'Aos meu olhos


Muitos diriam que não foi nada
Mas eu sei o que se passa em mim.
Vivi o meu conto de fadas
Que paulatinamente, chegou ao fim.

Ao fim para os olhos alheios
Pois está vivo em meu ser.
Encontrarei outros meios
Para nunca mais o esquecer.

E nessa terra perdida
Onde o céu mescla cores
Lembro da despedida
Vazia, cheia de dores.

Sentimento de quem ama
E que também na realidade vive
Sabe que não se engana
Pois a vida logo reclama,
E pede para que não revide.

Que as coisas fiquem como estão
Seja amor ou paixão.
Não quero nada mudar,
Apenas lembrar que um dia pude amar.

-Dinely Borges-

quinta-feira, 15 de abril de 2010

~~'O rejeitado


Não estava só, nem abandonado
O meu amor, rejeitado.
Parei o tempo para observar
Procurava motivos para também o ignorar.

Uma busca em vão
Os olhos de mel já estavam gravados em meu coração.
Com carinhos encantadores
Descobri o amor mais puro dos amores.

Não tive medo
Mas conhecia o porvir.
Descobriria um segredo
E nunca o deixaria ir.

Embasbacada o fitei
Aquele era o amor mais puro dos amores?
Era o mesmo que amei?
Ao meu redor, apenas destruição.
Um horror dos horrores,
Uma decepção.

Olhei-o novamente
Ele encolhia-se no chão
Olhei-o com olhos de serpente
E ele docemente, encarou o meu olhar
Com jeito de meninão
Mostrou que só queria brincar.

Queria brigar
Não consegui, ele é muito esperto,
Sabe como persuadir.

Ainda hoje é assim
Eu o amo e ele a mim.
Não o escolhi, fui escolhida,
Ele mudou a minha vida.

Um amor diferente
Desses que não encontramos por aí...
Sem preconceitos, magoas ou um tanto exigente.
Um amor de um ser dito irracional
Um amor de um cão, o amor de um animal.

-Dinely Borges-

Parabéeens scooby!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

~~'A minha noite



Na noite perdida
Enganava-me que tudo podia
Que era alegria
Enquanto o conhaque ainda descia.

Estava com um Straight Flush na mão
Mas tudo o que queria
Era um naipe de coração.

Embalava-me com a canção,
A festa continuava
Entrava na madrugada
E ele prendia a minha atenção.

Não era diferente, mas não igual;
Um cheiro doce, atraente.
Destilava as palavras certas
Como toda a vodka que embriagava
Mas também envenenava.

Um misto de certo e errado
Que fascina, e deixa perfeito.
Tudo o que queria
O sorriso e o beijo
Que enternecia.

No silencio não me perdia
O que palavras não diziam,
Era o nosso momento inteiro.
Segurar as mãos
E o abraço que me escondia.
Saber que sentia o mesmo.
Naquele momento, tudo foi verdadeiro.

Amanhecia,Era hora de partir.
O jogo estava ganho para a noite,
Jogo em que eu perdia para o dia.

Sol, calor da manhã...
Deixe em minha falha memória
À noite em que ganhei
Perdendo-me por querer,
Pelo desejo de desejar
Viver e amar.
-Dinely Borges-

quarta-feira, 7 de abril de 2010

~~'As nuvens de mim


Desfaço-me em pedaços
E não sei se é o bastante.
Fitei o céu através
das janelas,
O mundo parou naquele instante.
Mesmo em pedaços eram
belas,
As nuvens esparsas que gritavam aos meus olhos.

De longe
era previsível a chuva,
A nuvem intera, carregada em suas próprias
tempestades,
Encobria de cinza o azul anil do céu.
Impossível seria
descrever tudo o que sentia
Em um pedaço de papel.

Percebi que
era feliz,
Em meu céu por tudo que fiz.
As nuvens de mim, esparramadas
pelo meu ser,
Não nuvens inteiras, tempestivas a meu ver.

-Dinely Borges-

terça-feira, 6 de abril de 2010

~~'Frases do filme Orgulho e Preconceito



"Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e a amo ardentemente."

"Sei que é generosa de mais para fazer pouco de mim. Se os seus sentimentos são ainda os mesmos que manifestou em Abril passado, diga-mo imediatamente. O meu amor e os meus desejos permanecem inalterados; mas basta uma única palavra sua para silenciar-me para sempre."

Lizzie: "Eu me pergunto quem descobriu o poder da poesia para espantar o amor."
Darcy: "Achei que fosse o alimento do amor"
Lizzie: "Do amor belo e vigoroso. Mas se é apenas uma vaga inclinação, um pobre soneto o liquidará."
Darcy: "Então o que recomenda para despertar a afeição?"
Lizzie: "Dançar. Mesmo que o par seja apenas tolerável."

"You have bewitched my body and soul.I love you, I love you, I love you!" (voce enfentiçou meu corpo e minha alma, eu te amo, te amo, te amo)"

"Eu teria perdoado a sua vaidade se ele não tivesse ferido a minha."

"Tudo isso me faz acreditar que o Sr. seria o último dos homens do mundo com quem eu me casaria. "

"Não caçoarei do senhor por isto, o que é uma pena pois eu adoro rir..."

Sr. Darcy : Por que fez essa pergunta ?
Ms.Elizabeth: Para analisar o seu carater
Sr. Darcy : E o que descobriu ?
Ms.Elizabeth: Muito pouco.As várias versoes que ouvi a seu respeito me intrigaram.
Sr. Darcy : Espero esclarece-las melhor no futuro...

"As mulheres gostam de ter algumas contrariedades no amor. Isso dá-lhes em que pensar e torna-as alvo de interesse para outras mulheres. (Mr. Bennet)"

"Que são os homens, comparados com rochedos e montanhas?"

"Somos todos uns tolos, quando nos apaixonamos. (Charlotte Lucas)"


“É verdade universalmente admitida que um homem solteiro, possuidor de boa fortuna, deve estar
precisando de uma esposa”.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

~~'Tempo passageiro


Estúpidas são as coisas passageiras
Passam levando um pouco de mim,
Passam tão ligeiras
Que se pisco, quando vejo já é fim.

Aquele bom dia que não dei,
Até mesmo a noite que não dormi.
O amor que amei
Sim, levou um pouco de mim.

Quem me dera ter de volta
Todo o tempo que perdi.
Todo o céu que não contemplei
E viver para o que morri.

Tempo passageiro
Que passa levando um pouco de mim,
Sente-se nessa cadeira, vamos conversar!
Peço que por um minuto,
Pare de passar.
Contarei sobre sonhos que sonhei
Sonhos que te farão sonhar.

-Dinely Borges-

domingo, 4 de abril de 2010

~~A falta que me faz


Olhando em outros tempos
Que falta me faz o seu falar,
Falta dos teus olhos em meu olhar.

Época em que podia dizer
Sem medo, por inteiro
A importância de sonhar,
Sem hora nem pranto,
simplesmente ser
E amar.

Que falta faz aquela conversa
Toda dispersa, sobre o mar
Da casa de praia,
Do fim de semana, da cidade
E a viagem de quem vive de sonhar.

Mais ainda dos versos
Que agora escrevo
Eternizo-te de outro jeito
E não sei se mais falta faz
Ou engano-me dizendo ser paz.

-Dinely Borges-

sábado, 3 de abril de 2010

~~' O mundo do poeta


Não sou deste mundo
De máquinas, tecnoliga e poder.
Mundo de gente ególatra, que vive sem viver.
Não sou deste mundo imundo
E nem quero ser.

Sou de lugar nenhum,
De pensamentos, sentimentos e sorrisos.
Onde as flores perfumam o alvorecer
E quando necessário, o Sol pede licença,
Para deixar reinar o anoitecer.

Sou de lugar nenhum
E sempre aos meus vizinhos vou visitar,
Nos embriagamos com idéias e saber,
Vivemos de compartilhar.
A nossa festa é a busca do ser
E o trabalho é o pensamento lapidar.

A estrada para lugar nenhum
É muito fácil de encontrar.
Parte do âmago de cada um
E termina no exteriorizar.
-Dinely Borges-

sexta-feira, 2 de abril de 2010

~~'Esquecer




Sei que está tentando esquecer
E que espera isso de mim,
Sinto muito em dizer
Que as coisas não são bem assim.

Eu quero lembrar.
Sei que a brisa já passou,
Que o mar tocou a areia e voltou,
Que já é dia e é hora de acordar,
Mas veja bem amor, não estou te pedindo para voltar.

Eu só quero lembrar,
Sei que irei sofrer,
Mas não será em vão a minha dor.
Com ela eu vou aprender,
E surpreender-me com o meu superar.

Acalma-te coração aflito
Não chores um amor perdido,
Não exaspere o pavor,
Pois para cada coração partido
Um novo amor há de curar,
Mas não se esqueça de não esquecer,
Pois só me lembro de lembrar.

-Dinely Borges-

quinta-feira, 1 de abril de 2010

~~'Quem foi- Paulo Vintém



Queria saber
Se a lua vai subir esta noite
E tu a vais ver
daí

Queria te dar
Queria te dar este luar
Para te mostrar que
estou aqui

Porque ao ver este luar
Que me faz querer viajar
Que
me faz querer ter-te aqui
comigo
É contigo que eu quero estar aqui

Pergunto á lua quem foi
Quem te levou daqui quem foi
Pergunto á
lua quem foi
Que te levou de mim quem foi

Queria saber
Se alguma
vez mais serei feliz
Não posso viver sem ti

Queria te dar
Aquilo
que andei a sonhar
Em vez de acabar assim

Queria estar sempre ao teu
lado
Queria ter-te ao pé de mim
Queria ser feliz contigo aqui
É
contigo que eu quero estar
até ao fim

Ela subiu e não te viu
Ficou sem luz e deixou de brilhar
E eu fiquei aqui, ia até ao fim do
mundo pra te ir buscar
Quem foi que me roubou
Aquele sorriso que me
ajuda a
Perceber que és tu que eu
quero ter
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