domingo, 26 de setembro de 2010

~~' Pégaso

Essa poesia, fiz especialmente para meus amigos Joel e Carol que são veterinários.
Segue o blog deles:


A galopes, a força das patas sobre a terra.
Correndo na direção que o coração ordenara,
Seja nas estradas ou nos campos,
Até a liberdade o venera.

A golopes, cortando o vento.
Diferenciando-se na paisagem quando tocado pela luz.
Pêlo brilhante em seu intento
De mostrar a grandeza que dele reluz.

Conhecedor de seu poder,
Selvagem, vivia como bem queria.
Mas logo com o homem veio ter,
Permitiu-se calvagar e conviver.

Mesmo domado,
nunca deixou de a liberdade viver.
Com o homem em seu dorso
Agora uniam-se em um único ser.

A galopes, a força das patas sobre a terra.
As mãos firmes na rédia.
Cortando o vento, a crina ia
Assim como o cabelo que a seguia.

Um equilíbrio de sentir
A amizade que foi permitida
Entre homem e animal distinto.
Galopando para evoluir
Pois-se a servir.



domingo, 19 de setembro de 2010

~~' Visita de passarinho- Dinely Borges

Um pássaro veio me visitar,
Assim, perto de mim, sem medo
Logo começou a cantar.
Um canto mais agudo
Mais de mundo, som perfeito.

Envolvendo-me de um jeito
Que o meu desfecho foi adormecer.
Então de pálpebras cerradas
Caminhando pelos desertos
Encontrei-o cantando, mas ferido no peito.

Perguntei se não doía
Ele dizia doer apenas quando não cantava.
Admirada não contentei apenas com este parecer.
Perguntei sobre o que sonhava,
Ele dizia que isso não podia ter.

Esse pássaro pequeno que me encantava,
Eu sentia-me tão menos que nada
Até o conhecer.
Pedi para que me despertasse
Ele fitou-me e disse: “eu sou você”.

Com o coração em saltos, acordara.
Olhei pela janela e o pássaro ainda lá estava.
A voz que só o silêncio poderia ouvir
Coloquei todos os meus sonhos em um passarinho.
Que voou distante, para um novo caminho.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

~~'Parágrafo-Dinely Borges

Temo o futuro. Sim, por mais distante que esteja amanhã já estará em minha porta. Não sei bem o que vestir. Sempre que me visita estou com roupas diferentes, mas dessa vez simplesmente não sei. O vestido sufoca, o sapato aperta e as outras roupas não servem mais. Trapos velhos. Trapos que não consigo deixar. Por essa insistência descabida no passado, posso não me adequar ao futuro. Estou com medo... Medo sufocante. Meu coração opresso desfaz-se em migalhas. Espero que antes venha a coragem. Preciso vê-la e quem sabe ela me ensine-perdão.

domingo, 12 de setembro de 2010

~~'Re-encontrando flores

Depois que passa a primavera,
Têm-se saudades de flores.
Embora enquanto estavam palpáveis,
Não hesitei em ignorá-las.
Tempo ido de dias imagináveis.
Esperando que o verão passe ameno
E não leve com ele adoráveis cores.

Mas o relógio tem pressa
E faz de minha memória
Um outono de folhas caídas.
Assim o vento leva um pouco das lembranças,
Que disse, sempre guardaria.

O inevitável inverno
Irá apoderar-se de toda paisagem.
Então é preciso enxergar no branco da alma
A brisa que vem de passagem
Lembrar-me que a primavera revigorará
Dos tempos intangíveis para que possa
Com as flores reencontrar.

-Dinely Borges-

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

--' Parágrafo - Dinely Borges

Então fez tudo ao avesso. Como se começasse do fim, não tinha paciência... A simples presença a incomodava profundamente - repugnava a idéia de seguir com tamanha loucura. Mas bastou-lhe um ato de confiança. As bases sólidas de um bom relacionamento começaram a serem construídas. Então aquele coração -antes intransponível- já cedia aos poucos a quem tanto o queria habitar. A vida não era mais repleta de “eu”, mas de “nós”. De tanto ceder, perdeu-se. Por se perder, a cegueira a guiou e quando abriu os olhos, já não sabia mais onde estava. Por mais que doesse, quando mais o amava, disse adeus. Mas o pior de tudo é que não aprendera. Começava do re-avesso quando o via chegar. O amaria mais do que sempre amou. E quando as cortinas da razão fossem abertas, no palco estaria à repugnante idéia de tamanha loucura... A de tê-lo amado um dia.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Trecho - Dinely Borges

Acordara do mundo dos sonhos e não sabia mais como voltar. Estava melhor obviamente, andando com passos firmes na realidade, onde o que era luz –iluminava- e o escuro estava deserto. Mas a alma, um pouco vazia, ia... Sem medos, sem saudades... Talvez tenha se tornado imune a todos os venenos ou não compreendia bem o que a completava... Decidida, seria inteira no pouco que fosse. Então, sem pressa, deixando o destino a conduzir, chegando onde precisa estar, sem se quer lembrar-se das feridas, agora sorria, um sorriso sincero de quem espera mais da vida.

sábado, 4 de setembro de 2010

~~ ' Flor encantada

Encanta a rua, flor que vi nascer
Dentre tantas, fui te perceber.
Quem sabe o porquê encanta
Encanta-se mais de o saber.

Cuidarei para não admirar
Em demasia, sem reparar.
Tudo que brilha
Pode não mais brilhar.

Perfume doce,
Impregnou-me, pois ainda o sinto
E as suaves cores no pensamento
Andam soltas e as desenho no vento,
Sem saber se as vi, ou se minto para mim.

Idealizo-te flor amada
Que morre na escuridão.
Deixei-a por vontade
Pois me assombra como encantas meu coração.

-Dinely Borges-

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

~~'Frase- Dinely Borges

Então disse que acordaria com as estrelas, pois cansei de ver o Sol e sentir o calor que não poderia aquecer a minha alma distante.
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