segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

~~'Amor verdadeiro e um pouco de Taj Mahal


Para mim, o amor que se faz forte é aquele construído com alicerce de pedras no qual o melhor operário é o tempo. Amor imediato é muitas vezes apoiado em alicerce de ilusões e vai tão cedo quanto chega... E ainda não podemos julgá-lo amor se não perdura na alma para a eternidade.
-Dinely Borges-
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~Taj Mahal~

É uma das 7 maravilhas do mundo. Mas está além disso, representa o amor e toda eloquência que esse sentimento pode ser. Amor esse que nasceu em plena juventude, quando Kurram se enamorou de uma princesa aos 15 anos de idade.
A história diz que os jovens cruzaram-se por acaso, mas os seus destinos foram unidos para todo o sempre.
Após uma espera de 5 anos sem poderem se ver, em 1612 eles casaram. A princesa passou a ser chamada de Mumtaz Mahal ou  "A eleita do palácio. O príncipe foi coroado em 1628 e passou a se chamar de Shah Jahan "Rei do mundo".
Porém, Mumtaz morreu ainda jovem, com apenas 39 anos, ao dar a luz do 14ª filho no ano de 1631. O imperador ficou inconsolável e muito entristecido desde então. Dizem que toda a corte chorou a morte da rainha, e durante 2 anos não houve músicas, festas ou celebrações de espécie alguma em todo reino.
Shah Jahan ordenou então que fosse construído um monumento sem igual, para que o mundo jamais pudesse esquecer, reunindo em Angra (Índia) as maiores riquezas do mundo, surgindo assim o Taj Mahal. Sendo que Taj significa coroa e Mahal lugar, também fazendo referência ao nome da rainha.
Após perder o poder, o imperador foi encarcerado no seu palácio e, a partir dos seus alojamentos, contemplou a sua grande obra até à morte. O Taj Mahal foi, por fim, o refúgio eterno de Shah Jahan e Mumtaz Mahal. Posteriormente, o imperador foi sepultado ao lado da sua esposa, sendo esta a única quebra na perfeita simetria de todo o complexo do Taj Mahal.
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Taj Mahal por Euler Luther Walkan
A rima nutre o amor sincero em rara estima
Dentro do rórido e cálido coração, Taj Mahal,
Abriga providencial o eterno romance sentimental,
Em uma paixão sem-fim, eximia obra-prima.

Em lúcidos e perolados marfins, alvos portais,
Sem macula mostra a pureza do sentimento.
Sensos e filosofias além desses nobres portais
Eternizam com carinho agradáveis momentos.

Mármores sagrados adornam perfeitos e belos
O suntuoso e místico palácio da fidelidade.
Quem dera assim fossem todos os castelos
Feitos de afetos estreitos em envolvente realidade.
Nada pode romper com hispidez amorosos elos
Pois a força do nobre amor protege-o bem,
Desígnio notável em afável eternidade.

Na branda brisa esse amor se acaricia
Abre suas asas vivas e voa, se delicia,
Segue plácido, entregue ás mãos do destino,
Sua vontade dá por gentileza, belo presente,
Imenso, sagrado Taj Mahal, divino.

Deuses magníficos e arábicos cupidos do amor
Reverenciam a nobre intenção do amante
Ao dar a sua beldade, eterna mulher amada,
Um repouso em digno sentir diamante.

Aos olhos de humanos mortais o Taj Mahal
É beleza edênica em eterna história de amor.
Ele inspira novos amores á grandes paixões,
Ele eterniza o amor em altar magnificador.

No sonho sublime o amor não pode ser quimeras
Quando o desejo é amar por eternas primaveras.
No viver romanesco o amor deve ser belo oceano
Quando o aconchego se renova no inverno
Das ilusões que foram para sempre perdidas.
Que os corações abracem somente emoções luzidas.

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