quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

~~'Sem destaque- Dinely Borges

Há uma razão sincera
Embora eu não saiba qual
Da esperança que nasce,
Assim como as flores em novembro,
Sempre que o vejo partir.

Deixando para trás um espaço
Tão somente seu que nem mesmo o vento
Poderia preencher.
Encontrando-o nas lembranças
Trazidas pelo calor do sol
E nos sonhos de noites longas,
Sob o brilho estrelar.

Ainda que retornes
Envolto em mistérios,
Crisparei sem receios as mãos
Entregando ao teu gentil olhar,
O quanto o venero.

Os mesmos olhos serenos,
-Os que nunca esquecerei-
Pousam em mim tenra sensação
Que de mim também,
Mesmo através dos tempos, nunca se esquecerão.

Você que de longe veio,
Revestido pela alvura das cordilheiras,
Figurando a tua imagem por outros ares
Ensinou-me o sabor da saudade.

Fez todos os meus versos parecerem rudes
Diante das mais puras e sincronizadas palavras,
Destiladas uma a uma, ritmadas como música,
Para que eu compreendesse o quanto sentia amor.

Aquele que não voltou
Se eu pudesse descrevê-lo
Eu apenas estaria a textualizar
Dizendo que és perfeito
E o que é perfeito não tem algo que possa se destacar.

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