sábado, 26 de fevereiro de 2011

~~'Passando -Dinely Borges



Estou tão distante de tudo
Que começo a esquecer.
Voando chego mais perto,
Daquilo que quero ser.

Observo o meu reflexo no espelho d água,
O que fui e o que ainda serei.
Imagino o distante futuro
Que logo amanhã verei.

Imagino se ainda terei as minhas cores,
Se o tempo para a favor dos amores
Ou se corre sutilmente e ligeiro,
Assim como as torrentes,
Passando faceiro, para tudo se ajeitar.

Por que honestamente, fico a imaginar
Não há vida sem descidas
Assim como todo morro é subida,
Preciso andar para em algum lugar estar,
E o tempo... Ah, ele precisa passar.

Sigo sorrindo, a vida é mesmo isso,
Nesse mesmo caminho
Que nunca sequer andei.
Mas sei, este é o destino
E com ele passarei.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

~~'dawson's creek- Cena do episódio final



Joye: Você é o escritor.
Dawson: Esse escritor decidiu que não importa
como isso termine. Porque ficção é ficção. E pela
primeira vez em muito tempo... minha vida é real.
Não importa quem termine com quem. Porque
de alguma maneira... Sempre seremos eu e você.
Joye: Almas gêmeas.
Dawson: O que nós temos vai além da amizade...
além da paixão. É para sempre.
Joye: É sim. Eu amo você, Dawson.
Dawson: Eu amo você também, Joye.
Joye: Eu e você, é para sempre.
Dawson: Para sempre!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

~~'Aos poetas - Dinely Borges



A folha branca espera
Pelos meus versos ainda mudos.
O lápis imita a pena
Às vezes, apenas o teclado do computador,
E a tela então opera
As palavras de um sonhador.

Invadindo o tempo e toda a sua magnitude
Percebendo a sutileza do verbo - amor-
Transformado em escrita,
O que somente as palavras mais bonitas
Saberiam como bordar.

A lua que hoje vejo de minha janela
Outro poeta esteve a poetar.
Acredito então no mundo das ideias
Onde os delatores de todos os sentidos
Através da poesia, transformam-se em um único ser.
Ser este que faz das palavras o alimento,
Pois de outra forma não sabe viver.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

~~'Antes que alce voo - Dinely Borges



Antes que o céu toque o mar
E o vento da noite encubra-me com seu véu,
Terei de amar-te
Em um pedaço de papel.
-Que tão pouco escreveu-

Antes que o pássaro alce voo
Para terras tão distantes,
Amar-te-ei no infinito
Desses horizontes.

Antes que a chuva caia errante
E tão cedo de ti me leve,
Saberei como amar-te
No silêncio de cada instante.

Embora o seu amor por mim seja breve
Dele me apavoro as esperanças,
Se não tenho em mim o teu olhar
Doem-me as lembranças.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

~~'Linha do tempo - Dinely Borges


Sob o meu olhar infinito
A falácia humana.
Ainda sentido o gosto da cicuta
Em uma frágil linha tênue,
A mesma separando espaços longínquos.

Que a arrogância caminhe distante
E a vingança não encontre o seu preço,
Mesmo nas mentes errantes,
Faça-se submissa como se concedesse
A um último desejo.

Há de vir os tempos
Em que nada disso será necessário,
Desculpas serão palavras esquecidas.
Tudo hoje que é ofuscado pela cegueira da ignorância,
Encontrará o brilho dos dias melhores.

E antes que cerrem os meus olhos,
Olharei para a imensidão azul
Como tantas vezes antes fiz, e só assim
Terei a certeza de que não errei em meu discurso.

Sob o meu olhar infinito
Estará em nítida expressão
-A alegria de apenas existir-

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

~~'Borboleta amarela - Dinely Borges


A borboleta Amarela
Que pousou em minha janela
Trouxe nas asas
A luz do Sol.

Pequena dourada
Outrora lagarta
Dança na alvorada
Com amado girassol.

Quantos mistérios leva
Ninguém saberia dizer.
Feliz se revela
Mas triste poderia ser.
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